Governança

Como usamos inteligência artificial

Nenhuma nota do Dental Index é dada por um modelo de IA. As pontuações saem de código determinístico aplicado a fatos com fonte e data — o mesmo fato produz sempre o mesmo resultado.

1. O que a IA faz

  • Apoio à engenharia: ajuda a escrever e revisar o código dos coletores, dos detectores de evidências e dos testes automatizados. Cada regra resultante é código legível, versionado e publicado em metodologia.json.
  • Apoio à redação: ajuda a redigir textos explicativos (como esta página e os resumos da metodologia), que são revisados por pessoas antes da publicação.
  • Apoio à revisão: ajuda a encontrar falsos positivos nas regras de coleta, comparando o que a regra detectou com a página original. A correção da regra é feita no código e reaplicada a todas as entidades.

2. O que a IA não faz

  • Não atribui notas, pesos, posições nem selos.
  • Não decide o estado de um fato (presente, ausente, não verificado, em conflito).
  • Não publica alegações sobre clínicas, profissionais ou fornecedores.
  • Não escolhe quais entidades entram na amostra: a seleção segue um sorteio determinístico publicado na metodologia.
  • Não aprova correções nem decide pedidos de inclusão.

3. Que modelo é utilizado

O assistente usado no desenvolvimento e na redação é o Claude, da Anthropic. Na versão atual, nenhum modelo de linguagem roda dentro do pipeline de coleta e pontuação: a leitura dos sites, a detecção de evidências e o cálculo são feitos por regras programadas. Se um modelo passar a ser usado para classificar evidências, esta página dirá qual, para quê e com que verificação humana — antes de a mudança valer.

4. Verificações determinísticas

  • Protocolo de coleta: respeito ao robots.txt, limite de páginas por site e critério objetivo de coleta completa; site que não completa o protocolo não é pontuado.
  • Detecção de evidências: regras de texto versionadas (por exemplo, número de CRO, endereço com CEP, política de privacidade).
  • Cruzamento com bases oficiais: correspondência com o CNES/DataSUS por CEP e número, ou por telefone — nunca só pelo nome.
  • Identidade em plataformas de avaliação: uma ficha só é atribuída à unidade quando o site ou o telefone da ficha coincide com o do site oficial.
  • Cálculo: pontos por critério, ajuste bayesiano das notas de avaliação, cobertura das evidências e limite mínimo de cobertura para entrar no ranking — tudo descrito na metodologia v1.0.
  • Testes automatizados: o motor de cálculo tem testes que garantem que a mesma entrada gera a mesma saída.

5. Quando existe revisão humana

  • Toda alteração de score de 10 pontos ou mais, fora de mudança de metodologia, é enviada para uma fila de revisão humana.
  • Fatos marcados como pendentes de revisão (por exemplo, cadastro oficial homônimo em outro endereço) entram na mesma fila.
  • Todo pedido de correção e de inclusão é analisado por uma pessoa.
  • Decisões editoriais sobre um fato são registradas com data, link da evidência e justificativa, e prevalecem sobre a leitura automática.
  • Mudanças de metodologia são decididas por pessoas, publicadas como nova versão e registradas no histórico de versões.

6. Alegações que sempre exigem revisão humana

  • Irregularidade profissional, sanitária ou cadastral.
  • Propaganda enganosa ou em desacordo com normas do conselho profissional.
  • Avaliações falsas ou manipuladas.
  • Exercício irregular da profissão ou uso indevido de título de especialista.
  • Qualquer afirmação que possa causar dano à reputação de uma pessoa ou empresa.

Essas alegações nunca são publicadas automaticamente. Os critérios para publicá-las estão na política editorial.

7. Como um erro é corrigido

Qualquer pessoa pode apontar um erro com fonte. O pedido passa por recebido → em análise → confirmado ou rejeitado → publicado, sempre com revisão humana. Se o erro vier de uma regra de coleta, a regra é corrigida no código e reaplicada a todas as entidades, não só à que reclamou. Detalhes e changelog público na política de correções.

8. Como o score é recalculado

  • Quando um fato muda (nova coleta, correção confirmada ou revisão editorial), o score é recalculado pelo mesmo código.
  • A pontuação anterior fica no histórico do perfil, com data e versão da metodologia.
  • Quando a metodologia muda, todas as entidades são recalculadas sobre os mesmos fatos, e a mudança é registrada no histórico de versões com a explicação do que mudou e por quê.
  • Ninguém altera um score diretamente: só mudam os fatos ou a metodologia, e o cálculo é refeito.